terça-feira, 5 de abril de 2011

Trocando em miudos

Nossa memória às vezes pode falhar; nem sempre consegue-se distinguir o que é novo do que já era conhecido. “Eu já li este livro? Já assisti a este filme? Já estive neste lugar antes? Eu conheço esse sujeito? “- essas são perguntas corriqueiras de nossa vida. No entanto, essas dúvidas não são acompanhadas daquele sentimento de estranheza que é indispensável ao verdadeiro déjà vu.(Calma gente boa,isso é normal)o sentimento associado ao déjà vu clássico não é o de confusão ou de dúvida, mas sim o de estranheza. Não há nada de estranho em não lembrar de um livro que se leu ou de um filme a que se assistiu; estranho (e aqui entra-se no déjà vu) é sentir que a cena que parece familiar não deveria sê-lo. Tem-se a sensação esquisita de estar revivendo alguma experiência passada, sabendo que é materialmente impossível que ela tenha algum dia ocorrido. Mas, o que é mais intrigante nesta questão é o fato do indivíduo poder, nestas circunstâncias, experimentar esta estranha sensação de já ter vivenciado o que lhe ocorre, e além disso, também poder relatar (antes de uma observação) quais serão os acontecimentos seguintes que se manifestarão nesta sua experiência. Para entrar na imprensa comum, o público, atraído por sua tradução literal ("já visto"), passou a usá-la para designar aquelas situações em que a pessoa tem a sensação de estar vivenciando algo que lhe parece familiar. Pode parecer ironia, mas a expressão que a linguagem técnica associa à estranheza passou, na linguagem usual, a indicar familiaridade.

Sendo assim,declaro aberta a Janela De Um Deja vu...(A Janela De Nossos Dejavu’s).Sintam-se a vontade,as janelas estarão sempre abertas!
 
Dudinhaa!!!